terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Lágrimas do Céu

Vai ver os pingos de chuva
São a forma do céu se expressar
Vai que ele não consegue
Suas lágrimas não derramar

Porém, há uma diferença
Quando o céu começa a chorar
Suas lágrimas são doces
E não salgadas como o mar

Já as do ser humano
Que muito tem a lamentar
São bastante salgadas
E não doces como amar

Tem chuva com raio e trovão
Que é a birra da natureza
Dizendo: "Presta atenção!"
Mostrando sua beleza


Tem também chuva de vento
Que torna a situação complicada
Deve ser do céu o lamento
Ou a raiva pela perda da amada

E aquele sereno fino
Que traz tanta calma
Fazendo de todo homem, menino
E lavando a sua alma

Essas lágrimas do céu
Tem quem reclame
Tem quem agradeça
Tem quem as ame
Tem quem mereça

Doug Álisson

8 comentários :

  1. Lindo mesmo, se até os céus choram o que dirá nós.

    bjokas =)

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    Respostas
    1. Também temos esse direito, Bell. haha
      Beijos ;*

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  2. Linda composição dos versos, as "lágrimas do céu" que cabem em cada reação!
    Lembrei-me do meu tempo de criança quando aqui em Sampa era São Paulo da garoa.
    Amei ler amigo poeta Douglas, aproveito para agradecer o carinho da visita e a indicação ao premio Dardos!
    Abraços apertados!

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